Aderências

9 10 2009

Apalpo o mundo com meu ser.

E sem saber os inícios nem os fundos,

Envolvemos mutuamente nossa viscosidade.

 

Movimentos…

Pressões, impressões: vamos nos dizendo

Na linguagem das forças e aderências.

Puxo-me e estica-se o muco de nossas ligações,

Nosso tecido vivo em comum.

 

Conheço o Sol quando encosto em seu quente e quando

Meus olhos abraçam sua força.

 

Proporciono meu nariz no ar

Inspirando e devolvendo um tamanho meu

Em tempo nosso.

 

Com e Ser,

Dentro, em volta e juntos,

Neste viscoso co-existir.

 

Faces de contato,

Superfícies de revelação.

Com a palma do rosto

Beijo os ares, os mare, os vales e

Amo as gentes.

 

A emoção impulsiona a imaginação.

Imageamento por ressonâncias,

Sonar de todos os sentidos.

Em sonho ou vigília,

Tateamos imensidões.

 

Abro um livro e apalpo a pleura humana

Distâncias adesivas de expansão e troca.

Digestão de vivências,

Difusão de existências,

Substância semântica vital, sêmen nutritivo,

Infusão de alma líqüida tornando-se carne, minha,

E conheço-me por dentro.

 

Encosto em você…

Toca-me.

Em você me toco e

Gememos a luz de uma igualdade intuida: equinócio,

Equi-nós.

 

Al’ Camin Amo Sjuntos!

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One response

5 11 2009
Lwanã

Encontro de concreto e abstrato…de fluidos e plasmas…
Que linda e instigante descrição deste Sentir a Vida….
Adorei!
Native Panther

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