Cúmplice

13 03 2009

  

O escuro acendeu, escuro.

O imóvel movia-se.

O não-movimento acontecia

Em volume, em massa, em substância – presença.

 

Paredes, movimento, pão e pessoas,

Tudo era sendo.

 

Tudo parecia tocável

As distâncias estavam preenchidas de sensações

Entre as palavras, emoções.

 

O silêncio dizia.

 

E eu era parte, sendo.

Tão ali…

 

O tempo parecia paralelo ao espaço

Ou será que era eu que nele me coincidia?

 

O tempo dizia.

Eu sentia.

 

A vida ardia sua luz em volume sereno,

Veludo vivo, fricção viscosa.

 

A vida me tomava!

Eu era: agora,

Cúmplice.

 

                                   – Hans Machado

 

 

 

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