Certo Ele!

12 02 2009

 

 

Certo estava ele, o Pessoa, que conhecendo-se múltiplo

não emoldurou seu ser numa máscara artificialmente unitária.

Não limitou-se ao Fernando definido e escolhido por outros.

Expandiu-se em diversidade!

Não para impressionar e sim para dar voz livre

Àquilo que não cabe em um nome.

 

Se por força da ocasião lhe deu nomes, não foi porque lhe cabia um,

mas porque – para que outros entendam – muitas vezes é necessário haver um.

 

Não confundir-se com o nome, escrito no papel ou atirado em nossa direção por boca alheia.

Não confundir-se com o papel, celulósico, cênico ou social.

Não confundir-se com a obrigação da direção fixa e única.

Quem poderia dizer se era a certa?

 

Acerta quem transcende o nome!

 

A certa é dinâmica e diversa,

Na certa pode ser boa e perversa.

A esta altura é boa aventura.

 

Paira no expandir-se – acalma.

Nomes, ora um ora outro, pontos de condensação

Força dos vínculos…

 

Acerta quem no amor se consome!

 

Encontro de dois mundos em expansão

que em nova explosão formam outro universo – sem nome!

 

                                              

                                                                       Hans Machaado

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