Poemíntese

1 01 2009

 

Do coração saía um braço

E lá na ponta a minha mão.

Espirituoso, o órgão vermelho pulsava

E suas raízes espalhavam-se pelo chão.

 

Solo fértil, rico em nutrientes

De tantas gentes, corpos e mentes.

Entre-mentes deram-se água, luz e ar

E a mão pôs-se a trabalhar, sintetizar

 

Respirações mais tarde

Os frutos penduravam-se no papel,

Suculentos, poementos.

 

O suco lento da alma,  poemintetizado na folha,

Sacudia-se ao vento

Querendo ser para alguém alimento.

 

                                                           Hans Machado

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